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13h55 23/05/2005![]()
Kerlon imagina clássico contra Ramon ![]()
Jovem promessa do Cruzeiro conta, em entrevista ao Pelé.Net, que deixou de tomar refrigerante aos sete anos: "Eu fazia qualquer sacrifício". ![]()
João Marcos Dias, do Pelé.Net
BELO HORIZONTE - Há pouco mais de um mês, defender o time profissional do Cruzeiro era não muito mais do que um tópico para uma boa conversa com o amigo Ramon durante o Sul-Americano sub-17 na Venezuela. O título e as boas atuações tornaram realidade o sonho de Kerlon, 17 anos, que já projeta disputar um clássico contra o parceiro atleticano.
A rivalidade entre os dois, no entanto, não passa das quatro linhas. Os dois se tornaram bons amigos quando serviram juntos à Seleção sub-16, em 2004. "Fico feliz por ele estar jogando, está como titular, está bem no clube dele", disse Kerlon, que está sempre em contato com o meia atleticano.
Nesta entrevista ao Pelé.Net, o jovem Kerlon, que tem criado enorme expectativa no torcedor cruzeirense, conta como vinha se preparando há 10 anos para se tornar um atleta profissional. A obstinação o transformou em uma criança que parou de beber refrigerante aos sete anos de idade. "A vontade que eu tinha era de jogar bola e qualquer sacrifício eu fazia", contou.
Kerlon fala ainda da adaptação ao futebol profissional, a convivência com atletas já consagrados e a mudança na rotina de quem disputou apenas 20 minutos de uma partida como profissional e já é parado na rua por torcedores. "Estou trabalhando firme para ser mais conhecido ainda", afirmou o jogador.
Pelé.Net - Você e o Ramon pensavam que iriam despontar no futebol tão cedo e juntos?
Kerlon - Neste Sul-Americano a gente só andava junto e sempre comentava sobre a possibilidade de estourar no Sul-Americano e conseguir chegar ao profissional o mais cedo possível. É o que está acontecendo. Fico feliz por ele estar jogando, está como titular, está bem no clube dele. Eu vou trabalhar firme também para quem sabe num clássico batermos nós dois de frente. Isso é trabalho. Vamos ver o que dá.
Pelé.Net - Enquanto vocês disputavam o Sul-Americano, imaginavam a repercussão que estava tendo aqui no Brasil?
Kerlon - Sim, a gente sabia, tinha noção, porque ligava para casa e todo mundo falava que os bares estavam enchendo, coisas assim, estava todo mundo querendo ver a sub-17 jogar e isso animava a gente mais para ir bem no torneio.
Pelé.Net - Então não chegou a assustar a repercussão toda da campanha de vocês na volta ao Brasil?
Kerlon - Eu não esperava uma coisa assim, que estourasse rápido. Estourou, mas estou sabendo viver em cima disso. O assédio aumentou, mas deu uma acalmada. Estou focado no meu trabalho e quero pensar em conquistar meu espaço no grupo, ficar entre os 34, e acima de tudo comendo pelas beiradas.
Pelé.Net - Quando e onde você começou a jogar futebol?
Kerlon - Eu comecei no interior do Minas, em Ipatinga, no Usipa, aos seis anos, depois fiz salão no Aciaria, de oito a dez anos de idade. Aí com 11 anos fui para o Ipatinga, que tinha parceria com o Cruzeiro e aí eu vim para cá em agosto de 2001, com 12 para 13 anos, e aqui estou.
Pelé.Net - É verdade que desde os sete anos de idade você não toma refrigerante porque ouviu falar que isso não era bom para um jogador de futebol?
Kerlon - A vontade que eu tinha era de jogar bola e qualquer sacrifício eu fazia para jogar bola. É uma coisa que eu vi que fazia mal, nós lemos em uma reportagem que não fazia bem e adotei não tomar. Aconteceu e estou até hoje sem beber isso e fico feliz, está me fazendo super bem. Foi difícil, mas consegui parar.
Pelé.Net - Então desde muito cedo você leva o futebol muito a sério.
Kerlon - É um sonho de todo garoto que completa uma certa idade e já começa a ter contato com a bola. Comigo não foi diferente e comecei a trabalhar firme porque vi que tinha potencial e estou caminhando.
Pelé.Net - O que mudou na sua rotina diária como jogador profissional?
Kerlon - Mudou nada. Mas agora parece que tenho mais tempo para as coisas. O profissional treina mais tarde, na base a gente treinava mais cedo e acabava mais tarde. Aqui já é diferente, a gente treina pouco, mas é com objetivo e rende bastante o treino. Isso é bom. Agora está melhor, estou tendo tempo para fazer as minhas coisas.
Pelé.Net - O que mudou na sua vida? Você já é reconhecido na rua?
Kerlon - Estou sendo mais conhecido, todo mundo que vê fala, comenta alguma coisa. O pessoal me pára na rua, tira foto, pede autógrafo, isso vai ser normal. Acima de tudo é o que eu quero também, ser conhecido e estou trabalhando firme para ser mais conhecido ainda. Fico feliz de estar sendo reconhecido, mas na minha vida profissional e pessoal não mudou nada.
Pelé.Net - Seus pais mudaram de Ipatinga para acompanhar você em Belo Horizonte?
Kerlon - Meu pai (Silvino) aposentou e veio com a minha mãe (Rosilene) para me acompanhar aqui nessa coisa, porque é difícil conviver com isso. Estamos nos dando bem. (Kerlon tem ainda duas irmãs, Kislia e Kezia, que estudam em Ipatinga).
Pelé.Net - Em qual jogador você se espelha?
Kerlon - Gosto do Robinho, do Ronaldinho Gaúcho. Vendo eles jogarem eu me sinto alegre também, porque são jogadores de muita qualidade, habilidosos e isso me motiva cada vez mais para jogar bola.
Pelé.Net - O Ronaldo despontou aqui no Cruzeiro aos 16 anos, em 1993, quando você tinha cinco anos. Você se lembra daquela época?
Kerlon - Não lembro da época dele no Cruzeiro, mas já vi lances e fico feliz de estar no mesmo clube que ele passou, estar tendo o mesmo caminho que ele. Quero trabalhar firme para, quem sabe, chegar um dia igual a ele.
Pelé.Net - Qual é o seu planejamento para este ano?
Kerlon - Quero me manter aqui no clube, fazer meu trabalho, treinar firme com o profissional. Quero ir entrando de pouquinho em pouquinho no time, isso fará com que eu cresça e no final do ano esteja bem preparado para, quem sabe, ano que vem começar a jogar no profissional mesmo. Titular agora eu não penso de maneira alguma, que tem jogadores de qualidade. Vou brigar para estar no grupo.
Pelé.Net - A diferença entre o juvenil e o profissional tem sido grande?
Kerlon - Sim, o profissional já tem as qualidades todas de um jogador mesmo e eu ainda não. Sou um juvenil, tenho muito o que aprender com eles. A convivência aqui tem sido boa, estou aprendendo bastante coisa, isso faz com que a gente amadureça cada vez mais. Todos me receberam muito bem, fiquei surpreso, não esperava isso. Os caras dão força, apóiam, conversam, pergunta, eu pergunto, brinco. Isso é bom, faz com que o trabalho renda.
às 23h23Kerlon no Esporte Espetacular

Ele deu uma entrevista ao Programa da Rede Globo onde falaram das conhecidencias entre ele e o Fenômeno Ronaldinho, que tabmbém subiu ao Profissional com apenas 17 anos. Ele também repetiu a sua jogada e falaram que o Romario é conhecido como Peixe e com essa jogada ele é lembrado como foca, e perguntam se não se importa: Ele diz que realmente lembra e se for pra chamar pra ele não tem importancia. Kerlon comenta ainda que o seu desejo é deixar seu nome marcada por onde passa inclusive na história do futebol...
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Agora é Oficial

Kerlon foi apresentado a Impresa como jogador profissional do Cruzeiro e fez sua partida de estreia na Copa do Brasil onde o Cruzeiro goleou o Baraúnas...


às 12h29